ESPETÁCULOS
DUO
Uma mulher, uma mesa, uma cadeira. Ela não está só. Polifônica, escuta suas vozes! Vestindo camisa de força que se abre, Maria Bonita. Quem está em seu guarda-roupa? Invasões, amarras, ataduras, panos que se prendem e soltam. Boletim de ocorrência de um delírio. O que nos prende e o que nos faz seguir. Uma mulher e seu vestido, qual marca carrega este corpo?








CAIXA PRETA








O segredo, inconsciente, fotografia, tarja preta, espaço vazio. O que é teatro, o que é loucura, o que é real, o que é escuro, o que é claro... a cena, nessa criação do Sapos e Afogados, é um objeto, uma situação a se atravessar, um som, uma metáfora delirante sobre o que é fazer teatro e o que acontece nesse espaço em que se atravessa, caixa cênica, o mundo de um ator, o sagrado, o que ainda não tem nome, ações internas, possibilidades descobertas, com tampa ou sem tampa, imagens a serem desvendadas em um mundo a ser decodificado. Um teatro transtornado, de personagens que só precisam de seus corpos para fazerem sentidos na trama que, em si, nem existe. Bem-vindos à Caixa Preta! Desliguem seus celulares, não fumem, não tragam animais silvestres, não percam as crianças pelo caminho. A partir de agora, uma experiência qualquer. Numa região, a partir de um acesso, diversos sentimentos que talvez sofram influência da razão. Bem-vindos! Caixa Preta é uma abertura para a compreensão e transformação da realidade. Bem-vindos à caixa preta, o inconsciente inerente à consciência, com todos os seus cinco sentidos...

FROG SOUND: Isso não é um sorvete!








FROG SOUND: Isso não é um sorvete!
Um convite para tomar um sorvete é sempre o começo de uma boa história. Em FrogSound, o Sapos e Afogados brinca com a sonoridade dessa palavra que nos faz lembrar um frozen, um sorvete, uma delícia! Som de sapo fala baixinho dos amores que com sabores delicados, deixam saudade na boca. Fala do menino, da menina, que se derretem por um sorvete da praça... de um homem de olhos vidrados e um corpo de mulher que se derrete delicadamente até um chão de paisagens que se modicam e se transformam o tempo todo. Sorvete, eu quero sorvete! Um passo, um pequeno esbarrão, só uma encostadinha, trombada de fazer registro. Meninas de olhares vidrados, corpos que se congelam e se soltam! Eu quero mesmo um amor que escreve meu nome na neve: PAISAGEM FESTA!

CAMINHO








Aproximando do que nos é vital “CAMINHO” propõe experimentações em dança e teatro para construção de “mitos pessoais”.
Estudos para ser uma pedra.
Estudos para ser água.
Estudos para retornar ao pó.
De onde nasce um cisco?
Um espetáculo sinestésico, uma pintura muscular, a imagem como um delírio. Coisas que nos tocam no percurso de um trecho.
Instinto.
Uma intuição... Espalhar o corpo e sua própria sombra.
Na poeira de existir, insisto.
